Políticas do CUS

24 Maio 2017 In Notícias

 

O grupo de pesquisa em Cultura e Sexualidade (CUS) lançou, durante a Mostra CUS 10 anos, realizada de 18 a 20 de maio, a sétima edição da Periódicus, revista de estudos indisciplinares em gêneros e sexualidades. O novo número conta com 14 textos no dossiê Sapatão é revolução! Existências e resistências das lesbianidades nas encruzilhadas subalternas, organizado pelas professoras e pesquisadoras Ana Cristina C. Santos (Universidade Federal de Alagoas), Simone Brandão Souza (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia) e Thaís Faria (Universidade Federal da Bahia).

Além disso, são publicados 11 textos na sessão livre. Leia abaixo o sumário completo da revista com os respectivos links para acessar os textos. A capa da sétima edição conta com um trabalho da artista Annie Ganzala Lorde, de Salvador.

A revista Periódicus é uma publicação online do CUS, da Universidade Federal da Bahia, e foi avaliada com o conceito B2 (nas áreas Interdisciplinar e Educação) e B3 (em Sociologia, Artes/Música e Psicologia) da Capes. 

A chamada de textos para o próximo dossiê foi lançada no dia 8 de maio passado. Intitulado Cidades dissidentes, o dossiê tem o objetivo de discutir as relações entre gênero, sexualidade e espaço urbano e será organizado pelos pesquisadores Helder Thiago Maia (Universidade Federal Fluminense), Matheus Araujo dos Santos (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e Pablo Assumpção (Universidade Federal do Ceará). Leia a chamada completa aqui.

 

Sapatão é revolução! Existências e resistências das lesbianidades nas encruzilhadas subalternas

Sumário

Apresentação do dossiê

Sapatão é revolução! Existências e resistências das lesbianidades nas encruzilhadas subalternas

Ana Cristina C. Santos, Simone Brandão Souza, Thaís Faria

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01-05

Dossie 7 - Sapatão é revolução! Existências e resistências das lesbianidades nas encruzilhadas subalternas

Quem tem medo de sapatão? Resistência lésbica à Ditadura Militar (1964-1985)

Luana Farias Oliveira

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06-19

 

LBL - Liga Brasileira de Lésbicas: organização e luta política

Zuleide Paiva da Silva

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20-53

 

Numa luta marginalizada não cabe uma atuação tradicional: a Caminhada das Lésbicas e Bissexuais de Belo Horizonte

Thaís dos Santos Choucair, Paula Cunha Lopes

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54-77

 

Exercendo a “crítica lesbofálica” às demandas por uma “cidadania LGBT” no contexto brasileiro (2003-2016)

Bruna Andrade Irineu

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78-101

 

Epistemologia negra sapatão como vetor de uma práxis humana libertária

Tanya L. Saunders

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102-116

 

Lésbicas negras, identidades interseccionais

Ariana Mara Silva

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117-133

 

Uma análise interseccional da morte: Luana Barbosa e a insubordinação às estruturas

Igor Leonardo de Santana Torres, Lilian Alves Moura de Jesus

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134-156

 

“Mal Amadas”, “Porcas”, “Feminazis”, “Sujas”, “Xanatunzel”, “Nojentas” e “Xontuzeis” – Análise dos Discursos de Ódio sobre a performance Pelos Pêlos e seus desdobramentos

alexandra martins costa

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157-178

 

A lesbianidade e a surdez

Jessica Akemi Kawano Ribeiro

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179-191

 

Do amor entre mulheres: Narrativas de amores e lesbianidades

Danielly Christina Souza Mezzari, Leonardo Lemos de Souza

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192-214

 

O que podem fazer duas vulvas? - Sexo feminino, gênero lésbico

Daniela Conegatti, Jane Felipe

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215-235

 

Em busca de um cinema lésbico nacional

Naiade Seixas Bianchi

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236-247

 

“Para eles eu não existo” - A invisibilidade da negra não heterossexual nas telenovelas brasileiras

Naira Évine Pereira Soares

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248-262

 

Sapatão é revolução: Censura, erotismo e pornografia na obra de Cassandra Rios

Claudiana Gois Santos

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263-279

Livre

Deslocamentos subjetivos das transmasculinidades brasileiras contemporâneas

João Walter Nery, Eduardo Meinberg de Albuquerque Maranhão Filho

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280-299

 

As ações estético-políticas de enfrentamento direto de Indianara Siqueira, pessoa normal de peito e pau

Carlos Guilherme Mace Altmayer, Denise Berruezo Portinari

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300-312

 

Sou fêmea, sou mulher: a trajetória de Sandra Flor, transexual e prostituta, rumo ao ideal feminino

Osvaldo da Silva Vasconcelos, Manuela do Corral Vieira, Danila Gentil Rodriguez Cal

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313-326

 

O gênero sexual como cárcere e como liberdade: A garota dinamarquesa, de David Ebershoff, na perspectiva do performativo e da alternância de sujeitos

Jacob dos Santos Biziak

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327-339

 

Universidade, gênero e movimentos sociais (Decálogo)

Berenice Bento

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340-353

 

"A quem pertence esse corpo?": religião e esterilização do corpo bicha

Alexsandro Rodrigues, Steferson Zanoni Roseiro, Matheus Magno dos Santos Fim

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354-371

 

A rede digital como catalisadora de espaços informativos em torno das marcas da diferença: uma análise da página Cartazes e Tirinhas LGBT

Christian Gonzatti

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372-387

 

Desconstruindo e subvertendo o binarismo sexual: apostas feministas e queer

Mariana Ferreira Pombo

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388-404

 

Gays afeminados ou a poluição homoerótica

Oscar Guilherme Lopes

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405-422

 

“Você é feia, feia pra caralho”: um ensaio sobre gênero, beleza e feiura

Thiago Coacci, Leonel Cardoso dos Santos

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423-439

Entrevistas

DeCUlonização e diásporas trans: uma entrevista com Sanni e Pêdra Costa

Kaciano Gadelha

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09 Maio 2017 In Notícias

 

A Mostra CUS 10 anos, que comemora uma década do grupo de pesquisa em Cultura e Sexualidade (CUS), ligado à Universidade Federal da Bahia, contará com os lançamentos de três livros, dois deles organizados por pesquisadores do grupo. Os lançamentos ocorrem no segundo dia da Mostra, dia 19 de maio, às 18h,  no Goethe-Institut Salvador (Corredor da Vitória).

Um dos livros é Dissidências sexuais e de gênero, organizado por Leandro Colling, com 11 textos selecionados a partir do II Seminário Internacional Desfazendo Gênero, organizado pelo CUS em 2015. A obra conta com textos de Judith Butler, Berenice Bento, João Manuel de Oliveira, Catarina Martins, Fernanda Capibaribe, Gracia Trujillo, Íris Nery do Carmo, Renata Pimentel, Jaqueline Gomes de Jesus, Tiago Duque e Yuri Tripodi. O livro será vendido ao preço promocional de R$ 20,00.

O outro livro, organizado por Colling em parceria com Gilmaro Nogueira, é Crônicas do CUS: cultura, sexo e gênero. Trata-se de uma seleção de 50 textos postados, desde 2012, no blog Cultura e Sexualidade. Os textos são escritos em uma linguagem de fácil acesso ao grande público. O blog tem entre 10 a 20 mil leitores por mês. “Selecionamos aqueles que foram mais acessados e os mais polêmicos, como Hétero-passivo é tendência e O anús é um orgão sexual?. Além disso, reescrevemos os textos, corrigimos pequenos equívocos, adpatamos para o livro, solicitamos textos inéditos para os autores e autoras”, explica Colling.

Além de Colling e Nogueira, o livro conta com textos de Viviane Vergueiro, Carla Freitas, Carlos Henrique Lucas Lima e Fábio Fernandes. O Crônicas do CUS marca a estréia da editora Devires e será comercializado por R$ 30,00. Os textos foram divididos em quatro capítulos, intitulados Heterossexualidades e heteronormatividades, Corpos, homossexualidades e heteronormatividades, Múltiplos gêneros e cisnormatividades e Políticas e movimentos sociais.

O terceiro livro a ser lançado é De Trans Pra Frente, de Dodi Leal, criadora do canal com mesmo nome da publicação. A obra, composta por poesias, foi publicado pela editora Patuá e custa R$ 38,00. A autora também participará de uma atividade na Mostra CUS 10 anos, que ocorre nos dias 18, 19 e 20 de maio, em parceria com o Goethe-Institut Salvador-Bahia e patrocínio da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, através do edital de Culturas Identitárias. A programação completa está disponível no www.politicasdocus.com

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08 Maio 2017 In Notícias

 

Discutir as relações entre gênero, sexualidade e espaço urbano. Essa é a proposta do próximo dossiê da Periódicus, revista de estudos indisciplinares em gêneros e sexualidades. A chamada de textos (ou colaborações em outros formatos) para o dossiê, intitulado Cidades dissidentes (leia abaixo), foi lançada hoje (dia 8 de maio). Desta vez o dossiê será organizado pelos pesquisadores Helder Thiago Maia (Universidade Federal Fluminense), Matheus Araujo dos Santos (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e Pablo Assumpção (Universidade Federal do Ceará). 

A Capes avaliou a Periódicus pela primeira vez e a revista ficou com os conceitos B2 na área Interdisciplinar e B3 em Sociologia, Psicologia e Artes/Música. “Trata-se de um excelente resultado para uma revista nova e que é feita sem recursos, apenas com trabalho voluntário”, comemora o professor Leandro Colling (UFBA), que edita a Periódicus juntamente com o professor Carlos Henrique Lucas Lima (UFOB). 

Os textos para o dossiê Cidades dissidentes devem ser enviados até dia 11 de setembro de 2017. A revista aceita textos para a sessão livre em fluxo contínuo. Todas as propostas devem ser enviadas exclusivamente através do sistema do site da revista (clique aqui). As pessoas autoras devem observar as normas de submissão (clique aqui). 

No próximo dia 18 de maio, na Mostra CUS 10 anos, será lançada a sétima edição da revista, com um dossiê intitulado Sapatão é revolução! Existências e resistências das lesbianidades nas encruzilhadas subalternas, organizado pelas professoras e pesquisadoras Ana Cristina C. Santos (Universidade Federal de Alagoas), Simone Brandão Souza (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia) e Thaís Faria (Universidade Federal da Bahia). “Serão publicados 14 textos no dossiê e mais 11 na sessão livre”, disse Colling. 

A revista Periódicus é uma publicação online do grupo de pesquisa Cultura e Sexualidade (CUS), da Universidade Federal da Bahia. 

 

CHAMADA PARA O DOSSIÊ CIDADES DISSIDENTES

 

O dossiê Cidades dissidentes busca reunir trabalhos que discutam as relações entre gênero, sexualidade e espaço urbano. Mesmo diante das interpelações da heteronormatividade, da cisgeneridade, do machismo e/ou da branquitude, sujeitos e coletivos dissidentes tecem novas e desautorizadas formas de sociabilidade e de encontros afetivo-sexuais imbuídos de força crítica. Nesse sentido, é importante ressaltar que em tais atos dissidentes éticas contra-hegemônicas são praticadas à medida que esses corpos ocupam o espaço público e passam a compor territórios que profanam a cidade “planejada” pelas instituições macropolíticas.

 Nos banheiros públicos, nas ruas e becos escuros – espaços agora atravessados por modulações sociotécnicas particulares vinculadas principalmente à internet – práticas afetivo-sexuais dissidentes surgem redistribuindo vetores do poder, o qual, por sua vez, responde através dos seus aparatos de segurança e controle, seja através de violenta ação policial, seja através de estratégias gentrificadoras, apresentadas e consumidas majoritariamente como processos de revitalização urbana.

 O dossiê Cidades Dissidentes propõe traçar um panorama dessas questões com o intuito tanto de pensarmos conjuntamente as práticas sexuais como possibilidades de fuga, mas também de aprofundarmos a percepção de como como funcionam as adesões às normatividades e como essas precarizam nossas experiências.

 Buscamos trabalhos de todas as áreas de conhecimento, uma vez que pretendemos pensar a problemática da cidade e do corpo dissidente a partir dos mais distintos questionamentos, metodologias e experiências. As submissões podem tomar a forma de artigos acadêmicos, relatos de pesquisa, experimentos em ficção crítica, entrevistas e ensaios visuais. Temas de particular interesse incluem, entre outros:

 - Sexo em lugares públicos;

 - Sexualidades, intimidades e contrapúblicos;

 - Prostituição, trabalho e autodeterminação;

 - Transmaterialidades e experiência urbana;

 - A cidade global: entre gentrificação e precarização;

 - O corpo, o sexo e a cidade: agenciamentos;

 - Cidade e pornografia;

 - O público e o privado: aporias;

 - Contrassexualidade, biopolítica e mediações sociotécnicas da cidade;

 - Imaginários urbanos: ficções e utopias;

 - Errância sexual e flanerie perversa;

 - Autopornificação e potências de excitação;

 - Espaços de saturação sexual: cinemas pornô, bordéis, casas de swing etc.;

 - Ações diretas e interferências estético-políticas no espaço urbano.

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