Políticas do CUS

 

Antendendo a vários pedidos, a Periódicus – revista de estudos indisciplinares em gêneros e sexualidades - adiou para dia 26 de março a data para envio de textos para o dossiê de seu sétimo número, a ser lançado ainda no primeiro semestre de 2017. O dossiê, intitulado Sapatão é revolução! Existências e resistências das lesbianidades nas encruzilhadas subalternas (leia chamada abaixo), é organizado pelas professoras e pesquisadoras Ana Cristina C. Santos (Universidade Federal de Alagoas), Simone Brandão Souza (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia) e Thaís Faria (Universidade Federal da Bahia).

Os textos devem ser enviados até dia 26 de março de 2017 exclusivamente através do site da revista (https://portalseer.ufba.br/index.php/revistaperiodicus) dentro das normas disponíveis na sessão 'Diretrizes para autores' (ver (http://www.portalseer.ufba.br/index.php/revistaperiodicus/about/submissions#authorGuidelines). A sessão livre recebe submissões em fluxo contínuo.

A revista Periódicus é uma publicação online do grupo de pesquisa Cultura e Sexualidade (CUS), da Universidade Federal da Bahia. Para ler o número atual clique em https://portalseer.ufba.br/index.php/revistaperiodicus

Dossiê Sapatão é revolução! Existências e resistências das lesbianidades nas encruzilhadas subalternas.

No dossiê “Sapatão é revolução! Existências e resistências das lesbianidades nas encruzilhadas subalternas” pretendemos pensar as existências e resistências lésbicas a partir das diferenças articuladas que criam lugares complexamente situados na nossa sociedade. Partiremos das perspectivas das identidades de gêneros, raças e sexualidades a fim de enfocar a vulnerabilidade social e a resistência - potencializada na capacidade de agência lésbica - a partir do conceito de interseccionalidade, situando o entrecruzamento de diversos marcadores, nos quais vivências subalternizadas existem e resistem rasurando as normatividades.

As análises interseccionais, que tiveram sua origem na articulação das demandas das produções teóricas e ativistas feministas, com grandes contribuições das negras, lésbicas e de “terceiro mundo”, se preocuparam inicialmente com o “falar sobre raça através de uma lente que observe a questão de gênero, ou pensar e falar sobre femininsmo através de uma lente que observe a questão de raça.”, (Crenshaw, 2014). Posteriormente, a perspectiva interseccional foi incorporando à questão de raça e gênero outras interfaces, como classes sociais, orientações sexuais, faixas etárias, colonialidades, religiosidades, diversidades funcionais, a que Crenshaw (2002) chamou de fatores de subordinação, “acúmulos de discriminação” ou interseccionalidades.

Os panoramas dos estudos interseccionais, subalternos, queer e pós-coloniais têm desenvolvido uma produção teórica voltada para a reflexão crítica e para a intervenção política. Desse modo, privilegiamos nesse dossiê tais abordagens, em especial a abordagem interseccional por entendermos não apenas sua importância no pensamento feminista, incluindo-se aí o feminismo negro e o feminismo lésbico, mas também por compreendermos ser necessário desenvolver análises que não tratem as lesbianidades de forma homogênea, mas que afirmem as diferenças de classe, raça, religião, geração, dentre outras especificidades constitutivas da forma como vários grupos de mulheres vivenciam a discriminação e/ou agenciam sua resistência. No campo epistemológico, a interseccionalidade estabelece um diálogo importante com perspectivas pós estruturalistas e desconstrucionistas, favorecendo reflexões críticas e um pensamento mais criativo e mais complexo.

Portanto, os determinados lugares sociais, de formas de ser e estar no mundo, materializadas em suas relações interpessoais, são os debates a serem realizados neste dossiê que tem a preocupação ainda de conferir às lesbianidades um olhar mais autônomo e menos impregnado da concepção gay-masculina-patriarcal, que invisibiliza nuances próprias das lesbianidades.

Queremos pensar, a partir da perspectiva das lesbianidades, escritos e práticas artísticas feministas, refletindo sobre a potência de nossas existências e resistências! Afinal, Sapatão não é bagunça! É revolução!

 

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A sexta edição da Periódicus, revista de estudos indisciplinares em gêneros e sexualidades, já pode ser conferida no site da publicação (clique aqui). Desta vez, a revista publica o dossiê Genealogias excêntricas: práticas artísticas queerfeministatrans e conhecimentos dessubjugados, organizado pelos pesquisadores João Manuel de Oliveira (ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa) e Tiago Sant´Ana (UFBA). O dossiê conta com oito textos. Além disso, a edição ainda possui sete artigos na sessão livre e duas resenhas.

 

“As genealogias excêntricas referem-se a estas genealogias outras, que emergem fora dos centros de produção de conhecimento, a partir de conhecimentos subjugados, surgindo das periferias e das semiperiferias, que se apresentam como extravagantes face a uma determinada ordem canónica que normaliza o modo como se conta e que se apresentam como formas de estranhamento do que conta como queer ou como género”, escreve João Oliveira, na apresentação do dossiê. Por causa do tema do dossiê, a revista resolveu publicar em sua capa uma imagem dx artista Malayka SN, de Salvador, que tem se destacado na cidade em suas performances, em especial sob o comando das Terças Estranhas, no bar Âncora do Marujo.

 

A sexta edição também marca o momento em que começam a ser divulgados os resultados das primeiras avaliações das áreas da Capes para a revista. Por enquanto, dez áreas já divulgaram a avaliação da revista e duas delas (Sociologia e Artes/Música) concederam o conceito B3 para a Periódicus. A área interdisciplinar, na qual mais se situa a revista, ainda não divulgou o resultado de sua avaliação. "Conseguir um B3 na primeira avaliação, para uma revista produzida sem um centavo, apenas com o trabalho voluntário das pessoas, é uma vitória", disse o professor Leandro Colling, que edita a revista junto com Carlos Henrique Lucas Lima.

 

A revista já está recebendo textos para o dossiê do sétimo número, a ser publicado em maio-junho de 2017. Intitulado Sapatão é revolução! Existências e resistências das lesbianidades nas encruzilhadas subalternas (leia chamada aqui), será organizado pelas professoras e pesquisadoras Ana Cristina C. Santos (Universidade Federal de Alagoas), Simone Brandão Souza (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia) e Thaís Faria (Universidade Federal da Bahia).

 

Os textos para a sétima edição devem ser enviados até dia 6 de março de 2017, exclusivamente através do site da revista, dentro das normas disponíveis aqui. A sessão livre recebe submissões em fluxo contínuo.

 

A revista Periódicus é uma publicação online do grupo de pesquisa Cultura e Sexualidade (CUS), da Universidade Federal da Bahia.

 

Sumário

 

Apresentação do dossiê

 

Genealogias excêntricas: os mil nomes do queer

João Manuel de Oliveira

PDF

01-06

 

Sobre arte, conhecimentos e linhas de fuga

Tiago Sant’Ana

PDF

07-10

 

Dossiê

 

Imaginario fotográfico de una selk’nam mestiza

Violeta Arvin, Jorge Lucero

PDF

11-26

 

A arte de nomear: leituras (trans)gressoras de gênero a partir de uma obra dadaísta de Marcel Duchamp

Cláudio Eduardo Resende Alves, Magner Miranda de Souza, Maria Ignez Costa Moreira

PDF

27-44

 

Queer como um tratado de guerra: breves anúncios sobre a história do Teatro Queer de Belém do Pará

Kauan Amora Nunes

PDF

45-60

 

Arte transviada de código aberto

Tiago Rubini

PDF

61-70

 

O pênis fala coisas que eu não sei dizer: para pensar em uma nova história do masculino

Júnior Ratts

PDF

71-94

 

Experimentação de um dispositivo-corpo em uma vivência drag: pesquisar pelo afetar

Lúcio Costa Girotto, Cristiane Gonçalves da Silva, Maurício Lourenção Garcia

PDF

95-109

 

A experiência estética e as visibilidades de gêneros

Helen Campos Barbosa

PDF

110-124

 

Amor e Política

Maria Gil, Miguel Bonneville

PDF

125-153

 

Livre

 

Narrando a mim mesmo: “Hoje sou peixe/E sou meu próprio pescador” – percursos de resistências marcados de Trans-Solidão na tecelagem de uma vida!

Rubenilson Pereira de Araújo

PDF

154-165

 

O que te alucina? Banheiros, pichações e processos de subjetivação em gênero

Camila Ramos Cunha, Antônio Vladimir Félix da Silva

PDF

166-178

 

“O São João é gay!!”: horizontes interpretativos sobre as perfomances trans na festa junina no Ceará

Hayeska Costa Barroso

PDF

179-197

 

Resquícios humanos em corpos pixelados: sobre a potência desnaturalizante de sexo/gênero em avatares de jogos digitais

Lucas Aguiar Goulart, Henrique Caetano Nardi, Inês Hennigen

PDF

198-211

 

Teoria Queer entre a Pós-modernidade e o Presentismo: um caminho crítico possível?

Cássio Bruno de Araujo Rocha

PDF

212-240

 

Vagas notícias de Melinha Marchiotti, de João Silvério Trevisan, e o terrorismo anal

Fábio Figueiredo Camargo

PDF

241-252

 

Pesquisa bailarina: a dança como metáfora da desconstrução do corpo docente generificado

Rogério Machado Rosa, Renata Orlandi

PDF

253-268

 

Resenhas

 

Da estranha força que nos faz escapar: um ensaio sobre o livro Performatividades Reguladas: heternormatividades, narrativas biográficas e educação, de Marcio Caetano

Carlos Henrique Lucas Lima

PDF

269-275

 

Entre o céu e o inferno: a teologia inclusiva e o gay cristão

Natanael de Freitas Silva

 

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A Periódicus – revista de estudos indisciplinares em gêneros e sexualidades - torna pública a chamada de textos para o dossiê de seu sétimo número, a ser lançado no primeiro semestre de 2017. O dossiê, intitulado Sapatão é revolução! Existências e resistências das lesbianidades nas encruzilhadas subalternas (leia chamada abaixo), será organizado pelas professoras e pesquisadoras Ana Cristina C. Santos (Universidade Federal de Alagoas), Simone Brandão Souza (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia) e Thaís Faria (Universidade Federal da Bahia).

Os textos devem ser enviados até dia 6 de março de 2017 exclusivamente através do site da revista (https://portalseer.ufba.br/index.php/revistaperiodicus) dentro das normas disponíveis na sessão 'Diretrizes para autores' (ver (http://www.portalseer.ufba.br/index.php/revistaperiodicus/about/submissions#authorGuidelines). A sessão livre recebe submissões em fluxo contínuo.

Até o final de 2016, estará online o sexto número da revista, com o dossiê Genealogias excêntricas: práticas artísticas queerfeministatrans e conhecimentos dessubjugados.

A revista Periódicus é uma publicação online do grupo de pesquisa Cultura e Sexualidade (CUS), da Universidade Federal da Bahia. Para acessar a revista, clique aqui.

Dossiê Sapatão é revolução! Existências e resistências das lesbianidades nas encruzilhadas subalternas.

No dossiê “Sapatão é revolução! Existências e resistências das lesbianidades nas encruzilhadas subalternas” pretendemos pensar as existências e resistências lésbicas a partir das diferenças articuladas que criam lugares complexamente situados na nossa sociedade. Partiremos das perspectivas das identidades de gêneros, raças e sexualidades a fim de enfocar a vulnerabilidade social e a resistência - potencializada na capacidade de agência lésbica - a partir do conceito de interseccionalidade, situando o entrecruzamento de diversos marcadores, nos quais vivências subalternizadas existem e resistem rasurando as normatividades.

As análises interseccionais, que tiveram sua origem na articulação das demandas das produções teóricas e ativistas feministas, com grandes contribuições das negras, lésbicas e de “terceiro mundo”, se preocuparam inicialmente com o “falar sobre raça através de uma lente que observe a questão de gênero, ou pensar e falar sobre femininsmo através de uma lente que observe a questão de raça.”, (Crenshaw, 2014). Posteriormente, a perspectiva interseccional foi incorporando à questão de raça e gênero outras interfaces, como classes sociais, orientações sexuais, faixas etárias, colonialidades, religiosidades, diversidades funcionais, a que Crenshaw (2002) chamou de fatores de subordinação, “acúmulos de discriminação” ou interseccionalidades.

Os panoramas dos estudos interseccionais, subalternos, queer e pós-coloniais têm desenvolvido uma produção teórica voltada para a reflexão crítica e para a intervenção política. Desse modo, privilegiamos nesse dossiê tais abordagens, em especial a abordagem interseccional por entendermos não apenas sua importância no pensamento feminista, incluindo-se aí o feminismo negro e o feminismo lésbico, mas também por compreendermos ser necessário desenvolver análises que não tratem as lesbianidades de forma homogênea, mas que afirmem as diferenças de classe, raça, religião, geração, dentre outras especificidades constitutivas da forma como vários grupos de mulheres vivenciam a discriminação e/ou agenciam sua resistência. No campo epistemológico, a interseccionalidade estabelece um diálogo importante com perspectivas pós estruturalistas e desconstrucionistas, favorecendo reflexões críticas e um pensamento mais criativo e mais complexo.

Portanto, os determinados lugares sociais, de formas de ser e estar no mundo, materializadas em suas relações interpessoais, são os debates a serem realizados neste dossiê que tem a preocupação ainda de conferir às lesbianidades um olhar mais autônomo e menos impregnado da concepção gay-masculina-patriarcal, que invisibiliza nuances próprias das lesbianidades.

Queremos pensar, a partir da perspectiva das lesbianidades, escritos e práticas artísticas feministas, refletindo sobre a potência de nossas existências e resistências! Afinal, Sapatão não é bagunça! É revolução!

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A quinta edição da Periódicus, revista de estudos indisciplinares em gêneros e sexualidades, do grupo de pesquisa em Cultura e Sexualidade (CUS), será lançada no próximo sábado, dia 16 de julho, às 18h30, no auditório 2 do PAF 5 da Universidade Federal da Bahia.

O lançamento ocorrerá durante a mesa redonda CUS produzem conhecimentos? Dez anos de grupo de pesquisa Cultura e Sexualidade na UFBA, proposta por Leandro Colling e Ramon Fontes no Congresso de 70 anos da UFBA. A Periódicus é uma revista online que pode ser acessada aqui.

A quinta edição conta com um dossiê sobre transidentidades e suas relações com a psicanálise e a psicologia, organizado por Patricia Porchat, professora da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (campus Bauru), e Thamy Ayouch, professor da Universidade de Lille 3.

O dossiê conta com 17 textos de ativistas e/ou psicólogos e psicanalistas. Esses textos foram selecionados dos 29 trabalhos enviados ao dossiê. Além disso, a revista publica seis textos em sua sessão livre, o que totaliza 362 páginas. “Estamos muito satisfeitos com o resultado. A revista ainda não foi avaliada pelo sistema Qualis Capes mas mesmo assim tem recebido um impressionante número de excelentes artigos, o que mostra que faltava no Brasil uma publicação como a Periódicus", comemora Colling, que edita a revista junto com Carlos Henrique Lucas.

Textos para o dossiê da sexta edição da Periódicus, intitulado Genealogias excêntricas: práticas artísticas queerfeministatrans e conhecimentos dessubjugados, organizado pelos pesquisadores João Manuel de Oliveira (ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa) e Tiago Sant´Ana (UFBA), podem ser enviados até o dia 11 de setembro. Confira a chamada completa aqui

 

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