Políticas do CUS

Gilmaro Nogueira

Gilmaro Nogueira

Gilmaro Nogueira é psicólogo, especialista em Estudos Culturais, História e Linguagens, mestre em Cultura e Sociedade (UFBA), pós graduando em Atenção a usuários de Álcool e outras Drogas (UFBA), membro do grupo de pesquisa em Cultura e Sexualidade (CUS). Pesquisa práticas e discursos afetivo-sexuais entre homens em sites de relacionamentos e quinzenalmente se reúne com amigos para assistir e discutir filmes sobre a temática da sexualidade.

Email: gibahpsi@gmail.com

Um homem heterossexual pode sentir prazer sendo penetrado por outro homem? Um homem que sente prazer sendo penetrado por outro homem pode ser chamado de heterossexual?

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Existem milhões de formas de ser homem, masculino, heterossexual ou homossexual. Temos poucos termos para nomear quaisquer dessas possibilidades, devido a um empobrecimento da linguagem em nossa cultura. E, talvez por isso, os sujeitos inventam novos termos ou combinem novas palavras para identificarem a si e aos demais. No que se refere a experiência de sexo entre homens, alguns termos tentam, ludicamente, nomear essas experiências. São eles: homem macho ou másculo, homem discreto, bicha cimento (não vou citar a marca, mas ela existe) e a bicha amoeba (um tipo de geleia que era usada como brinquedo para crianças anos atrás).

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Eu sei como você se sente, pois eu também já passei por isso. Sei o que é sofrer sozinho, sem confiar em ninguém. Sei o que é também sofrer sozinho, mesmo confiando em algumas pessoas. A questão nunca foi confiança – é a vergonha. Como poderia contar tal segredo a pessoas que me admiram? Pessoas que me amam, mas que certamente não entenderiam. Eu morreria de vergonha de que soubessem que eu sinto atração por pessoas do mesmo sexo.

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Causou polêmica a notícia de que uma boate soteropolitana irá sortear um “boy magia” num bingo, com três horas pagas num hotel, para um dos seus frequentadores. Alguns clientes da boate acharam um absurdo, e afirmam que é uma apelação midiática, que só vai “queimar” o filme da casa.

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Já perguntei em outro texto se um homem homossexual pode sentir desejo sexual por uma mulher e agora pensei em falar da experiência de homens que se identificam como heterossexuais, mas mantém relações sexuais com outros homens.

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Essa parece ser uma pergunta óbvia e, se não houver em sua concepção outro termo que designe esses sujeitos que não o de homossexuais, considere a possibilidade de rever as suas crenças e concepções de mundo.

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Antes de tudo, gostaria de dizer que a ideia do título desse texto veio da fala de um aluno que também inspirou o livro “Aqui ninguém é branco”, de Liv Sovik, cuja resenha pode ser lida aqui.

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A julgar pelos comentários deixados nesse blog, suponho que o número de pessoas que acreditam que o mundo se divide naturalmente entre homossexuais e heterossexuais seja enorme. É uma crença que muitos militantes/ativistas LGBTs e homofóbicos têm em comum. O que muda é o que cada um pensa a respeito dos sujeitos, mas a divisão é pouco questionada.

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A construção da homossexualidade enquanto uma identidade sexual associada à doença foi um empreendimento que tinha por objetivo apresentar a família burguesa como superior e em especial a heterossexualidade enquanto uma experiência privilegiada. Assim, a heterossexualidade necessita da homossexualidade.

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Gosto do texto de uma feminista chamada Adrinne Rich, A Heterossexualidade Compulsória e a Existência Lesbica, que problematiza o modo como as mulheres têm sido convencidas desde a infância que o casamento heterossexual é o destino inevitável de suas vidas. Elas crescem com essa idealização do casamento e do amor romântico de modo que se tornam aprisionadas psicologicamente e tentam ajustar o espírito e a mente dentro de um roteiro prescrito pelos outros.

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Pensei em fazer esse texto, a partir de algumas críticas que li sobre o personagem Roni, da novela Avenida Brasil. Um dos temores dos críticos é que o autor resolva “heterossexualizar” o personagem, tal como foi feito na novela A favorita, com o personagem de Orlandinho (Iran Malfitano) que “viveu” parte da trama no armário, mas no fim se transformou em heterossexual.

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O que pensa uma pessoa que agride, humilha ou violenta gays, lésbicas, travestis ou transexuais? O que leva uma pessoa ao ato de matar outra, apenas porque esta não é ou não parece heterossexual? Um homofóbico é necessariamente um psicopata?

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Há dois meses, um vídeo está chamado atenção de muitas pessoas. Trata-se de uma performance de um lutador que se “transforma” em uma academia do Rio de Janeiro. A transformação em questão se deve ao fato de que o rapaz chamado “Frazãozinho” inicia o vídeo encenando um treinamento de luta e depois nos surpreende com uma dança que poderíamos chamar de afeminada. Confira dois vídeos sobre o tema, um deles considerado um ensaio:

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Num dia qualquer, numa sala de debate de alguns gays, após um filme, ouvi a frase que escolhi para o título deste post. Confesso que fiquei assustado e, por alguns momentos, senti que estava discutindo com um desses grupos conservadores que defendem o direito de não gostar de homossexuais.

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Após dois congressos em menos de 15 dias, retorno as discussões, ainda na ressaca de tanto debate.  No Queering Paradigms 4, realizado no Rio de Janeiro, vi uma frase em uma das salas da UFRJ, que me fez refletir esse post. A frase dizia: “Nascemos poliglotas”.

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Uma pesquisa realizada por psicólogos, com 1.549 mulheres de todo mundo, identificou que as entrevistadas atribuíam 237 razões diferentes para fazerem sexo, entre as quais: querer experiência prazerosa / sentir-se próxima de um Deus no ato sexual / vingar se de alguém / deixar o parceiro feliz / sair do tédio, entre outras questões como: recursos materiais, coerção, etc. Resumindo, os motivos para vivenciar o ato sexual são inúmeros e complexos. Mas por que essa pesquisa foi tão replicada na internet? Por que causou tanto espanto?

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Ultimamente tenho observado que algumas pessoas usam esses termos como sinônimos ou de forma equivoca, na maioria das vezes substituindo homofobia por heteronormatividade.

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No último texto que postei aqui no blog, problematizei o uso equivocado do conceito de heteronormatividade, muitas vezes substituindo homofobia. Agora minha proposta é a de questionar o uso do conceito de homonormatividade. A ideia não é fazer um policiamento do que viria a ser um uso correto dos conceitos, mas porque acredito que esses usos problemáticos têm implicações políticas muito sérias e concretas, como pretendo demonstrar ao final deste texto.

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Esse texto é uma continuação do post anterior: “Hétero-passivo é tendência!”, que gerou muita discussão aqui no blog e nas redes sociais. Vou abordar o tema agora falando das mulheres por dois motivos: a) quero enfatizar o protagonismo das mulheres no ato sexual com homens; b) pretendo problematizar as concepções de identidade a partir da prática sexual anal.

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Uma polêmica de tempos atrás retornou nos últimos meses, em que alguns psicólogos cristãos reinvidicam o direito de, em sua prática profissional, curar a homossexualidade de sujeitos que demandem esses serviços.

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