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Sexta, 04 Setembro 2015 22:15

Oficina apresenta o funk como instrumento de empoderamento

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FUNK

Oficina serviu para criar funk que será apresentado no Caruru da Diversidade

 

Um bonde pesado, formado por K-trina Erratik, Solange Tô Aberta, Pagufunk e Putinhas Aborteiras, foi destaque no primeiro dia do II Seminário Internacional Desfazendo Gênero. A reunião aconteceu na oficina "Resistir até o chão - Funk e Empoderamento", que teve a proposta de criar textos com as vivências dxs participantes para construir músicas que vão ser tocadas no show que acontece neste sábado, 05, durante o VII Caruru da Diversidade.

Os grupos contaram suas histórias e apresentaram questões ligadas ao combate à violência contra as mulheres, o descobrimento do corpo e as constantes ameaças feitas a coletivos que operam nos tradicionais espaços do funk. "Não quero falar sobre teoria, quero falar de vivência. As letras que escrevi são basicamente coisas que vivi. Descobri o prazer da próstata, a questão dos machos transtornados...” contou Pedra, da Solange Tô Aberta.

Pedra contou que, para fazer um funk, as pessoas têm que parar de se policiar sobre preocupações como sonoridade da voz e limitações de equipamento ou dinheiro. Lídia, que integra o grupo Pagufunk, reforçou o discurso ao citar que é necessário ter liberdade de fazer gravações independentes ao relatar a censura dos estúdios com o teor dos versos ou com a exigência de conhecimentos técnicos de música.

K-trina Erratik falou sobre o 'boom' depois das jornadas de junho, onde vários movimentos surgiram ou ganharam força. “É só abrir o soundcloud pra ver que hoje em dia, um monte de gente está fazendo funk feminista, a MC Carol está cantando funk descolonial, a MC Mayara está jogando o raio 'bucetizador' nos misóginos, então a gente vê que é uma onda que se propaga. Não tem métrica, não tem nenhuma norma gramatical, a gente tenta estimular as ideias para que elas possam ecoar", concluiu.

Para começar a atividade, o grupo pediu aos participantes que escolhessem uma palavra que já tivesse sido usada contra xs próprixs. A partir daí, teve início a formulação do dos funks que poderão ser conferidos neste sábado, no VII Caruru da Diversidade, na Residência Universitária da UFBA, no Corredor da Vitória, à partir das 19h30.

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Ler 2055 vezes Última modificação em Sexta, 04 Setembro 2015 22:31

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