Políticas do CUS

Domingo, 06 Setembro 2015 17:28

Processos de criação estão na pauta de ativistas ligadxs ao universo trans

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VIVI

Mesa contou com a presença de Jaqueline Gomes, Viviane V., Felipe Rivas e Marlene Wayar 

Click: Andrea Magnoni

 

Os processos de criação nas perspectivas das dissidências foram o tema de uma mesa redonda na noite de sábado, 05, no II Seminário Internacional Desfazendo Gênero. A discussão foi coordenada pela pesquisadora Viviane V., que integra o Grupo de Pesquisa em Cultura e Sexualidade (CUS), e contou com a participação de artistas, ativistas e pesquisadores que abordaram temas como família, universidade e política.

A ativista e editora da primeira revista travesti da América Latina, Marlene Mayar, destacou o papel da família no contexto de violência que envolve pessoas trans. “Existem casos de famílias que expulsam as trans de casa aos 14 anos”, lamentou. E mesmo quando há apoio familiar, Marlene diz ser comum o receio dos parentes em relação àquela presença que foge dos padrões normativos.

Marlene reforçou a importância das questões identitárias ao afirmar que as diferenças humanas não podem ser classificadas. “Qualquer pessoa desse auditório pode ser trans. A definição de quem sou, só cabe a mim”, assinalou. 

Já a pesquisadora e professora Jaqueline Gomes abordou as perspectivas criativas para as universidades, focada em como utilizar imagens para tratar as dissidências. Ela exaltou o desafio de trazer a voz da mulher negra e trans para discussões e permitir que o outro fale, sempre tendo em vista o desafio de olhar e ouvir. “O gênero é uma questão de visão. Mas, e as pessoas que não enxergam? Temos que ir além da visão e da fala”, defendeu.

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“O gênero é uma questão de visão. Temos que ir além da visão e da fala”, defendeu Jaqueline Gomes 

Click: Andrea Magnoni

 

O artista chileno Filipe Rivas, integrante do coletivo universitário da Dissidência sexual (CUDS), aproveitou sua participação para utilizar vídeos que lidavam com políticas sexuais, práticas ativistas e períodos pós-ditatoriais. Um dos vídeos abordou o discurso de uma senhora emitindo opinião sobre a homossexualidade no Brasil, enquanto outro vídeo reunia imagens de nazistas em uma perspectiva cômica.

A mediadora do debate, a pesquisadora Viviane V., aproveitou a oportunidade pra relembrar a primeira edição do Desfazendo Gênero, que aconteceu em 2013, no Rio Grande do Norte, e reforçou a importância de se buscar a voz de pessoas trans nas universidades.

A mesa III ocorreu no auditório A do pavilhão de aulas V, no campus de Ondina da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

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Ler 1101 vezes Última modificação em Domingo, 06 Setembro 2015 17:43

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